
Para onde irei se no meu olhar o caminho torna-se cheio de dor
Onde conduzirei os sonhos se o que sou é mais uma estação sem flor
Despedidas leves do que me resta, como se eu chegasse ao fim de mim
De um conto ausente, uma história triste onde muito tempo esperei um sim
Aos poucos meu coração esgota-se vertendo o sangue do mais puro amor
Aos poucos falta-me o briho daqueles olhos que eram tanta cor
Para onde irei? se o meu caminho é um breve instante?
Se não posso ser a mocinha bela, desse meu romance
E um descompasso que me grita fundo diz-me tão profundo essa ilusão
O que será de mim, sem os olhos teus, sem os sonhos meus , sem o coração
sou folha ao vento vagando sem rumo e sem direção
Sem o teu carinho, sem o teu amor, não me resta nada apenas solidão
Mas a esperança clama, o verde inflama desse amor brotar
E ser como antes sendo dois amantes querendo o tempo poder parar
E rola da face essa água lenta, que chora e implora pra você ficar
Ficar em meus braços, florescendo sonhos, me aconchegando, voltando a me amar